sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O Diploma e o Palhaço

Considerações a respeito da diplomação da nova prefeita de Itararé Cristina Ghizzi e do que restou da "Onda Azul" psdbista 


Blog às moscas infelizmente pela dificuldade em arranjar tempo para administrá-lo. Muita coisa aconteceu neste interstício e a postagem de hoje é uma tentativa de condensar as informações para esclarecer mais uma vez o que houve e apresentar hipóteses sobre o que ainda há por vir.

De todos os textos, este talvez seja o mais confessional. Isso porque depois da postagem de "A Vaca Gorda e o Aleijado" - publicada dois dias depois da cassação da candidatura de César Perúcio - o blog sofreu como nunca ataques das mais variadas qualidades, originadas por uma minoria bem barulhenta que já conhecemos de outras primaveras. Para quem não se lembra, avisei aqui que não aconteceriam novas eleições e seria diplomada Cristina Ghizzi. Ontem ela e Zé Eduardo receberam a honraria das mãos do juiz Fernando oliveira Camargo, apesar da liminar pretendida pela situação e derrubada pelo TRE.



Sem mais delongas, reproduzo abaixo, na íntegra, uma das postagens de Osvaldo Martins a respeito do meu texto, e que permaneceu guardada para uma ocasião especial. Pois bem, ela chegou:


Tenho acompanhado o esforço de um professor de História, tentar descrever dentro de seu entendimento e contexto o que acontece com a situação política de nossa cidade de Itararé.
Tomando como base, a r. sentença exarada pelo Nobre Magistrado Dr. Fernando Oliveira Camargo – Juiz Eleitoral, com frágeis palavras tira a conclusão daquilo que sequer pelo Magistrado e Promotoria foi decidido.

Penso e reflito, que, “desafinado”, seria realmente AFINADO, se buscasse através das partes envolvidas a REALIDADE, em especial por àqueles que denunciaram, e eventualmente foram ouvidos em Juízo.
Uma Lei, deve ser interpretada e basilada de acordo com julgados existentes, de pareceres de juristas, e não somente de singelas deduções estudantis.
Frisando e esclarecendo ainda, que, em Matéria de Direito Eleitoral até mesmo os Juízes de Direito, acabam por buscar amparo junto da CORREGEDORIA, eis que matéria mormente discutida de quatro em quatro anos em âmbito Municipal.
Refletindo ainda, certamente um professor de história, como diria HELIO PORTO deveria deixar de lado a paixão por determinado partido e ou companheira de trabalho (e ex-professora), e agir com imparcialidade sem que advenha com ofensas aos posicionamentos contrários, até mesmo porque o mérito caberá ao Magistrado.
Todavia, considerando que realmente é desafinada a frágil manifestação, aplaudida pelos simpatizantes de CRISTINA GHIZZI, de rigor, que seja rebatida a evasiva “explicação”, para que realmente AFINADO SEJA O ENTENDIMENTO, ao menos, OPINIÃO.
(Osvaldo Martins)


Concordo em gênero, número e grau com aqueles que me taxaram de ignorante. Não fosse a gritante ignorância que me domina, não teria ganância alguma por informação de verdade. Procurei especialistas em Direito Eleitoral, professores do Ensino Superior e autoridades com o objetivo de explicar - e nada mais que isso. Afinal minhas palavras são meras deduções estudantis e ainda preciso aprender a ser historiador, não é mesmo?

Se a intenção do PSDB era que o Desafinado aplaudisse a iniciativa dos denunciantes que levaram à cassação do prefeito, o tucano deu com o bico no concreto. E não demorou muito tempo para que as verdadeiras facetas da ação surgissem.

Pouco tempo depois da sentença de cassação de César Perúcio proferida pelo juiz Fernando Oliveira Camargo, 19 das meninas que trabalhavam como "bandeiras" entraram na justiça contra o PT local. A maior coincidência desta história é que a representante das trabalhadoras é a advogada Silmara Judeikis   Martins - bingo! Mulher de Osvaldo Martins - já que ele não tem sequer registro na OAB. As audiências ainda estão acontecendo, mas algumas informações precisam circular:

1) Apesar de todo o barulho feito e das insinuações, ganhando ou perdendo a causa a ação não implica na cassação da candidatura de Cristina Ghizzi. Trata-se de uma ação trabalhista julgada por José Guido Teixeira Júnior e não pelo juiz eleitoral da cidade Fernando Oliveira Camargo.

2) Das 19 reclamantes, 5 nem apareceram na audiência - até agora.

3) Acompanham o processo algumas exigências um tanto bisonhas como por exemplo o pagamento de proporcional ao 13º. Esqueceram de contar apenas que a relação com contratados para a campanha eleitoral não configura vínculo empregatício.

De qualquer maneira, o mais importante é que apesar do reinício de campanha anunciado pelo PSDB, novas eleições não acontecem sob hipótese alguma. Ainda assim, com os mais escalafobéticos cálculos que matemático algum entende, na semana passada Osvaldo Martins entrou com pedido de anulação das eleições para provocar mais alguns risos de todos que acompanham sua bizarra contribuição para o direito eleitoral em Itararé.

Poucos sabem, mas Martins foi filiado ao PT, e a relação não durou muito. De acordo com a direção do partido, se irritou com a realização de uma reunião que não contemplava sua presença, deixou o partido e logo depois quis voltar. Hoje envergonha o moribundo PSDB e tira votos da carreira política  iniciante de Heliton Junitex na cidade.

Apesar do evento de ontem, é verdade que César Perúcio ainda está recorrendo, e o julgamento é aguardado para o ano que vem em instância estadual. O relator já deu o parecer, e foi favorável à condenação. Como parte inscrita interessada no processo, os advogados do PT acompanham com cuidado os trâmites e, absolvido ou condenado, o caso sobe para o TSE - que tem confirmado condenações mesmo em casos muito menos gritantes de abuso de poder político e econômico. Como os processos são públicos, vale a pena conferir.

Além de justiça feita, a diplomação de ontem é um recado aos interesseiros de plantão que imaginam um direito tão elástico quanto suas próprias convicções.

Onda Azul... só na terra dos smurfs.

Abraços, 
Murilo.

2 comentários:

  1. Resumo da ópera: perdedores nas urnas vencem no tapetão e levam o prêmio (prefeitura). Quem ganhou com voto popular não levou, e olha que ganhou depois de governar quatro anos, o que vale como um julgamento do povo. Entretanto, apesar da diplomação da vergonha, a questão está sub judice. Aguardemos.

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    1. Maluf, Sarney e Demóstenes Torres curtiram isso.

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